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Justiça

Operação "Pão e Circo" combate cartel, propina e fraude em licitações de shows nacionais em SC

Gaeco e Polícia Civil cumprem 50 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva; Tribunal de Justiça determinou o bloqueio de R$ 9 milhões em bens de investigados

ContextoSC
Por ContextoSC
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Santa Catarina – Uma força-tarefa de combate à corrupção deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação "Pão e Circo". A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) junto à Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Canoinhas, em apoio à Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos da instituição.

A investigação apura o funcionamento de um suposto cartel estruturado por empresários do ramo de entretenimento. De acordo com os órgãos de controle, o grupo criminoso manipulava processos licitatórios municipais para eliminar concorrentes, inflacionar preços de contratações e monopolizar o mercado de shows de artistas de renome nacional em festividades públicas. Além das fraudes documentais nas licitações, o esquema contava com o pagamento de propina a agentes públicos e posterior lavagem de dinheiro para ocultar o patrimônio ilícito.

Ao todo, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) autorizou o cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos e residências espalhadas por 19 municípios (18 em território catarinense e um no Rio Grande do Sul), além de um mandado de prisão preventiva expedido contra um empresário do setor. Pelo fato de a investigação envolver suspeitos com foro por prerrogativa de função, as ordens partiram diretamente do segundo grau do Judiciário estadual.

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Bloqueio de R$ 9 Milhões e Afastamento de Funções

A pedido do Ministério Público, a Justiça catarinense determinou a indisponibilidade financeira e o bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e contas bancárias dos alvos, visando assegurar o ressarcimento aos cofres públicos em caso de condenação.

Paralelamente, foram aplicadas diversas medidas cautelares severas contra agentes e ex-agentes públicos, incluindo:

  • Afastamento imediato de funções públicas e cargos comissionados;

  • Proibição temporária de acesso a repartições e prédios municipais;

  • Suspensão do direito de contratar ou licitar com o poder público;

  • Proibição estrita de contato entre os investigados, operadores e testemunhas do caso.

Todo o material recolhido pelas equipes do Gaeco, como documentos e aparelhos eletrônicos, será catalogado e enviado à Polícia Científica para exames periciais e extração de dados. A investigação tramita sob segredo de justiça.

Cidades Onde Ocorreram as Diligências:

As buscas foram centralizadas em prefeituras, sedes de secretarias e endereços particulares nas seguintes cidades de Santa Catarina: Abdon Batista, Apiúna, Aurora, Bombinhas, Brusque, Canoinhas, Governador Celso Ramos, Indaial, Itaiópolis, Itapema, Laurentino, Mafra, Palhoça, Porto Belo, Pouso Redondo, Santa Terezinha, São Bento do Sul e Três Barras. No estado gaúcho, houve cumprimento de mandado na capital, Porto Alegre.

FONTE/CRÉDITOS: MPSC
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