Rio do Sul – O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, ofereceu denúncia formal contra empresários, agentes públicos da Prefeitura de Rio do Sul e uma advogada no âmbito da Operação "DNA do Crime". A ação é um desdobramento da Operação Mensageiro. Após a denúncia, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou a notificação de todos os envolvidos para a apresentação de defesa.
O grupo, que envolve empresários do ramo de coleta e transporte de lixo (já réus em outras três ações penais), além de funcionários e agentes públicos, é acusado de promover e integrar uma organização criminosa estruturada para fraudar licitações e lavar dinheiro. O nome da operação faz alusão ao fato de o núcleo criminoso ser composto majoritariamente por membros de uma mesma família — incluindo irmãs, filhos, cunhados e noras —, liderados por uma mulher que articulava a lavagem de capitais.
A denúncia também atinge uma advogada que atuava junto à Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Conforme as investigações, ela teve acesso legal a dados sigilosos da operação e os vazou para uma das investigadas, que tentou se esquivar da polícia. A defensora foi presa em flagrante no dia da deflagração da operação e agora responde pelo crime de impedir e embaraçar investigação de organização criminosa.
