Florianópolis – O MDB de Santa Catarina inicia, a partir do dia 18 de fevereiro, uma série de 15 encontros regionais para definir seu rumo nas eleições de 2026. A movimentação ocorre após o governador Jorginho Mello (PL) sinalizar que a vaga de vice em sua chapa não ficará com a sigla, obrigando o partido a reavaliar suas estratégias.
O presidente estadual do partido, deputado Carlos Chiodini, levará a discussão também à esfera federal, em reunião agendada para esta semana com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Na mesa, estarão quatro cenários possíveis que dividem as alas da legenda: lançar candidatura própria ao governo, apoiar o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), compor uma aliança com Gelson Merisio (Solidariedade) ou permanecer na base de Jorginho Mello, mesmo sem espaço na majoritária.
Internamente, o partido enfrenta divergências. A "velha guarda", liderada por ex-governadores como Eduardo Moreira e Paulo Afonso, transita bem entre o centro e a oposição, vendo com bons olhos a aproximação com João Rodrigues. Já a ala governista resiste em deixar os cargos na atual administração estadual. A maratona de reuniões para ouvir as bases segue até 13 de março, com encerramento previsto em Rio do Sul.
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