Florianópolis – O setor agropecuário catarinense está em alerta máximo devido aos reflexos da guerra no Oriente Médio. Em evento realizado na capital na noite desta segunda-feira (9), a presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, informou que o preço do diesel saltou entre R$ 2 e R$ 3 por litro na bomba em pelo menos sete estados, impactando diretamente o frete e a produção.
Além do combustível, os fertilizantes enfrentam uma escalada de preços. Segundo Ivan Ramos, presidente da Fecoagro/SC, o custo das matérias-primas importadas subiu até 20%. Insumos que custavam US$ 400 a tonelada sofreram reajuste de US$ 100 em apenas uma semana. O aumento é impulsionado pelo valor da matéria-prima, fretes mais caros e o seguro de carga elevado para navios que circulam em zonas de conflito.
A OCB pretende protocolar um ofício junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para fiscalizar se distribuidoras estão retendo combustível para especulação. Como solução imediata, Tânia Zanella defende o aumento do percentual de biodiesel na mistura, aproveitando a capacidade produtiva nacional para baratear o custo na bomba. Apesar das incertezas, a Fecoagro mantém a compra de insumos para garantir que o mercado catarinense não sofra com o desabastecimento.
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