Orleans – A pacata manhã de segunda-feira (25) em Orleans ganhou contornos de pura comédia pastelão digna de um episódio do antigo programa Casos de Família. Tudo começou por volta das 09h07, quando a Polícia Militar foi acionada para mediar uma disputa entre vizinhos: alguém havia cortado a mangueira que abastecia de água os moradores da localidade.
Ao chegarem ao "teatro de operações", os policiais foram receber as explicações de um homem de 34 anos e uma mulher de 29 anos. O casal, que garantiu que a água era de sua inteira propriedade, decidiu adotar o deboche como linha de defesa e passou a rir na cara da guarnição. A situação escalou quando a mulher resolveu dar uma de vidente e proferiu uma ameaça carregada de filosofia existencialista, lembrando aos militares que “todo mundo morre um dia” e que seus parentes poderiam fazer uma visitinha para os agentes após o expediente. O marido, para não ficar atrás no quesito audácia, desacatou os policiais avisando que não tinha medo e que "faria o que quisesse".
Só que o plano de parecerem vilões perigosos começou a desmoronar por causa de dois detalhes. Primeiro, um aroma muito forte e característico de maconha começou a exalar de dentro da residência. Questionado sobre a marofa, o valentão perdeu a banca e confessou que guardava a erva lá dentro.
Segundo, a adrenalina do barraco foi tanta que a própria agressora teve uma crise de ansiedade pós-deboche. O Samu precisou ser chamado às pressas para aplicar aquele remedinho e acalmar os ânimos da moça. No fim das contas, a "erva maldita" foi confiscada, o casal assinou um belíssimo Termo Circunstanciado para prestar contas ao juiz e ambos foram liberados no local — provavelmente para pensar em como consertar a mangueira sem arrumar outra confusão.
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