São Miguel do Oeste – O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e a Polícia Civil deflagraram três operações simultâneas para combater um esquema de fraudes em concursos públicos e processos seletivos em Santa Catarina. A ofensiva, que mobilizou 135 agentes e 46 viaturas, cumpriu um mandado de prisão preventiva no município de Palmitos e 42 mandados de busca e apreensão em dez cidades catarinenses e paranaenses, incluindo municípios do Extremo Oeste e a cidade de São Ludgero, no Sul do estado.
As investigações, conduzidas de forma coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e pela Polícia Civil, apuram a conduta de uma empresa organizadora de certames suspeita de manipular gabaritos para beneficiar candidatos predeterminados. Além disso, as apurações indicam o envolvimento de servidores públicos no esquema. Diante disso, o Poder Judiciário determinou a suspensão do exercício da função pública de oito servidores e suspendeu as atividades econômicas da empresa investigada, proibindo-a de participar de novas licitações.
Durante os cumprimentos das ordens judiciais, as equipes apreenderam 34 celulares e quatro computadores. Em paralelo, duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, resultando na apreensão de três armas e 106 munições. A ação integrada, batizada de segunda fase da "Operação Electus" e "Operação Papel Marcado", contou com apoio do Ministério Público do Paraná (MPPR), das polícias Civil e Militar, do SAERFRON e da Polícia Científica de Santa Catarina.
