Caçador – O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta quarta-feira, 14 de outubro, a Operação “Apoteose”. A ofensiva ocorre em apoio à 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Caçador e visa aprofundar investigações sobre supostas fraudes em processos licitatórios voltados à contratação de empresas para a realização da Expocaçador 2026.
As ordens judiciais expedidas pela Vara de Garantias da Comarca de Caçador incluem o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva contra empresários, além de 12 mandados de busca e apreensão. As diligências são realizadas simultaneamente nos municípios de Caçador, Chapecó, Campos Novos, Monte Carlo, Itajaí e Navegantes.
Envolvimento de agentes públicos e empresas
A investigação também mira uma agente pública e um ex-agente público em Caçador. Entre as medidas cautelares autorizadas pela Justiça estão a suspensão temporária de contratos firmados e a proibição de que as empresas investigadas participem de novos procedimentos licitatórios promovidos pela Prefeitura Municipal de Caçador.
De acordo com o MPSC, a apuração teve origem a partir de elementos compartilhados no âmbito da Operação Hora do Show. Os indícios apontam que as licitações para a feira podem ter sido direcionadas por meio de ajuste prévio entre os participantes, compartilhamento de informações privilegiadas, manipulação de preços de referência, uso cruzado de empresas em pesquisas de mercado e combinação de propostas.
As equipes também apuram restrições à competitividade e a eventual contratação paralela de estruturas e serviços para o evento. Os autos tramitam sob sigilo judicial.
