Sangão — O assassinato da jovem Joviana Evelyn Iankovsky, de 19 anos, ocorrido em Sangão, no Sul catarinense, teve motivação ligada a mensagens encontradas no celular do companheiro da vítima. O delegado de Polícia Civil responsável pelas investigações, Murilo Silveira da Cunha, revelou que o suspeito de 20 anos confessou o crime em depoimento e alegou que o casal vivia um relacionamento conturbado.
De acordo com as apurações, o autor teria trocado mensagens com outras mulheres durante um período de rompimento do relacionamento. Ao encontrar os registros no aparelho telefônico, Joviana iniciou uma discussão e tentou deixar o imóvel do suspeito entre a quinta-feira (6) e a sexta-feira (7). Em depoimento, o investigado afirmou que aplicou um golpe de estrangulamento — conhecido como "mata-leão" — com a intenção de apenas desacordá-la e impedir que ela saísse da residência.
O corpo da vítima foi localizado somente na segunda-feira (11), três dias após o crime, após a mãe da jovem estranhar o sumiço e perceber que as mensagens enviadas no sábado (8) não condiziam com o estilo de escrita da filha. Após o feminicídio, o suspeito enrolou o corpo em lençóis e alegou ter consumido remédios controlados e álcool. Ele se entregou à polícia e teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizada na terça-feira (12).
O crime causou forte comover na região. Joviana havia ingressado no curso de Ciências Biológicas na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma, na mesma semana em que foi assassinada. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) organizou um ato de protesto e homenagem na noite de segunda-feira, reunindo dezenas de estudantes e pintando o prédio da entidade em tributo à memória da jovem.
