Criciúma/Braço do Norte – A confirmação da desistência de Arleu da Silveira (PSD) de concorrer à Assembleia Legislativa (Alesc) revelou-se a peça chave de um movimento muito maior no xadrez político estadual. A manobra não apenas evita a divisão interna em Criciúma, mas pavimenta o caminho para que o PSD atinja sua meta: eleger uma bancada de oito deputados estaduais em 2026.
Neste cenário de engenharia eleitoral, a candidatura de Clésio Salvaro é tratada como estratégica. O partido entende que o ex-prefeito não apenas assegura uma das vagas, mas, devido ao seu potencial de "puxador de votos" (com meta interna especulada em 80 mil), contribui significativamente para atingir o quociente eleitoral necessário para arrastar mais cadeiras para a legenda.
Missão Sul: Salvaro e Beto Kuerten Marcelino
Com a retirada de Arleu, o desenho regional ficou nítido. O objetivo do PSD no Sul é claro: o partido trabalhará com foco total para eleger dois representantes. A estratégia concentra forças e divide o território entre dois nomes de peso: Clésio Salvaro, dominando a região carbonífera e Beto Kuerten Marcelino, ex-prefeito de Braço do Norte, com forte base na Amurel.
Essa configuração evita o "fogo amigo" e prepara o partido para o embate direto contra o PL no Sul do estado. A desistência de Arleu funciona, portanto, como um "sacrifício de peão" para proteger as peças maiores, garantindo que a dupla Salvaro-Beto tenha o caminho livre para consolidar a hegemonia pessedista na região e garantir peso na futura composição da Alesc.
Tanto Salvaro quanto Beto farão dobradinha com o atual presidente da Alesc, Julio Garcia (PSD), que é pré-candidato a deputado federal.
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