Criciúma – A morte de Joviana Evelyn Iankovsky, de 19 anos, vítima de feminicídio no município de Sangão, mobilizou a comunidade acadêmica da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma. Na noite de segunda-feira, 10, dezenas de estudantes reuniram-se no campus para prestar homenagens à jovem e realizar um ato de protesto pelo fim da violência contra as mulheres.
Joviana havia iniciado as aulas no curso de ciências biológicas na última segunda-feira, 3, poucos dias antes de ser morta pelo namorado na sexta-feira, 7. O corpo da vítima só foi encontrado na residência do suspeito três dias depois, na segunda-feira, 10. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Murilo Silveira da Cunha, a motivação do crime teria sido uma discussão entre o casal.
Em depoimento prestado à polícia após se entregar, o acusado alegou que aplicou um golpe do tipo "mata-leão" na jovem sem a intenção de matá-la, mas sim de deixá-la inconsciente para impedi-la de sair do imóvel. O homem encontra-se preso.
Organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), o ato na Unesc contou com a pintura de uma parede do prédio estudantil e a exibição de cartazes com a frase “Evelyn presente”, além de faixas com o lema “toda estudante merece chegar viva à formatura”. Nas redes sociais, amigos e coletivos de defesa dos direitos das mulheres lamentaram a interrupção precoce dos sonhos da estudante e manifestaram revolta diante de mais um caso de violência de gênero na região.
