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Terça-feira, 09 de Dezembro 2025

Sul do Estado

🔒 Clínica de Reabilitação é Interditada em Garopaba Após Flagrante de Cárcere Privado

🚨 Cinco Funcionários de Comunidade Terapêutica São Presos Por Sequestro e Violência Contra Internos

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Por ContextoSC
🔒 Clínica de Reabilitação é Interditada em Garopaba Após Flagrante de Cárcere Privado
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Uma comunidade terapêutica em Garopaba foi parcialmente interditada e cinco de seus funcionários foram presos em flagrante nesta segunda-feira (17/11), acusados de cárcere privado. A ação foi deflagrada após uma fiscalização coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que apurava denúncias graves de irregularidades.

A inspeção, que contou com o suporte do Centro de Apoio Operacional da Saúde Pública (CSP) do MPSC, confirmou que os pacientes estavam sendo mantidos contra a vontade e sem o devido respaldo legal para internação involuntária.


 

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⛓️ Prática de "Resgate" e Permanência Forçada

 

O Promotor de Justiça Guilherme Brito Laus Simas, que coordenou a operação, explicou que os internos eram trazidos à força para o local, em uma prática conhecida como “resgate”, e impedidos de deixar a clínica até completarem um tempo médio de três meses.

“Nenhum deles possuía laudo médico que justificasse a permanência compulsória. O local só poderia receber internações voluntárias”, afirmou Simas.

Durante a inspeção, os internos relataram episódios de:

  • Violência física e psicológica.

  • Alimentação insuficiente e falta de higiene no preparo dos alimentos.

  • Uso de medicação forçada como forma de punição, o que os deixava inconscientes.

“Os relatos de sequestro, violência e medicação forçada são gravíssimos e exigem resposta imediata do sistema de justiça e da rede de proteção”, reforçou o Promotor.


 

👥 22 Pacientes Foram Retirados do Local

 

A instituição cobrava entre R$ 2 mil e R$ 5 mil mensais por paciente e abrigava, no total, 35 pessoas.

Após a fiscalização:

  • 22 internos manifestaram o desejo de deixar a clínica e foram imediatamente encaminhados para a assistência social do município.

  • Equipes entraram em contato com os familiares para providenciar o retorno seguro dos pacientes.

  • Os internos que optaram por permanecer voluntariamente foram autorizados a ficar.

Os cinco funcionários presos foram levados ao presídio e serão submetidos à audiência de custódia. A operação contou com a participação da Polícia Civil e Militar, Vigilâncias Sanitárias (municipal e regional), Assistência Social municipal, além dos Conselhos Regionais de Medicina e Psicologia.

FONTE/CRÉDITOS: MPSC
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