Brasília – A busca pelos chamados "remédios da moda" para perda de peso atingiu um patamar inédito na economia brasileira. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil importou mais canetas emagrecedoras do que telefones celulares em 2025.
A demanda por medicamentos à base de semaglutida (como o Ozempic) e tirzepatida (como o Mounjaro) disparou 88% em apenas um ano. Como não há produção nacional desses fármacos, todo o consumo interno depende de compras no exterior, o que fez o setor movimentar cerca de US$ 1,6 bilhão (aproximadamente R$ 9 bilhões).
O volume financeiro já supera a importação de itens tradicionais na pauta brasileira, como salmão, azeite de oliva e os próprios smartphones. Atualmente, a Dinamarca — sede da fabricante do Ozempic — lidera as vendas para o Brasil, mas os Estados Unidos vêm ganhando espaço rapidamente com a popularização do Mounjaro. A tendência é que o mercado cresça ainda mais com a futura quebra de patentes e a chegada de genéricos.
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