Florianópolis – O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) formalizou a denúncia criminal contra a advogada Gabriela Serafin, de 29 anos. Conhecida nas redes sociais por compartilhar sua rotina na advocacia criminalista para mais de 32 mil seguidores, Gabriela é apontada pelas autoridades como uma das principais lideranças de uma organização criminosa que comanda o tráfico de drogas na região da Tapera, no Sul da Ilha, em Florianópolis. A informação foi confirmada pelo órgão nesta quarta-feira (10). A advogada encontra-se foragida da Justiça.
Gabriela foi um dos alvos principais da "Operação Quebra de Comando", deflagrada pela Polícia Civil em março deste ano, após cerca de 12 meses de investigações e mapeamento da logística do tráfico local. Na ocasião, em 12 de março, foram cumpridos 17 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, resultando na captura de 15 pessoas. A advogada, no entanto, não foi localizada e possui um mandado de prisão temporária em aberto desde o dia 13 de abril. No relatório policial, ela foi indiciada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Nas redes sociais, onde atua desde 2020, Gabriela ganhou popularidade utilizando uma linguagem coloquial e descontraída para mostrar os bastidores dos tribunais e delegacias. Ela se apresenta como especialista em revisões criminais — focada em anular condenações e reduzir penas — e pós-graduada em investigação criminal e segurança pública, além de citar um período como voluntária na Defensoria Pública do Estado.
O caso agora tramita na Vara Estadual de Organizações Criminosas do Poder Judiciário. Devido ao segredo de Justiça que protege as investigações, o MPSC não detalhou os termos exatos dos crimes atribuídos à defensora na denúncia. A equipe de defesa de Gabriela Serafin emitiu uma nota afirmando que, pelo fato de o processo correr sob sigilo, não irá se manifestar sobre as acusações e o paradeiro da cliente.
Com informações do G1
